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De sorriso estampado no rosto, na voz, no movimento rítmico do batuque, todos na Paróquia Maria Auxiliadora conheciam desta maneira a Cremilde, namorada do Belmiro. Era a salmista e regente do grupo coral dos jovens que, periodicamente, animavam a eucaristia dominical.
Faleceu há cerca de 3 semanas com um rebento no ventre, derivado a anemia e malária, segundo as justificações mais oficiais.
Esta é uma homenagem minha e dos leigos que a conheceram, sempre tão viva e alegre.
Até sempre, Cremilde!
Vindo no sentido Norte-Sul, na VCI deve sair na indicação "Espinho" e anda cerca de 2 km até à indicação "Valadares Estação". Aí sai, vira à esquerda e anda cerca de 700 m até chegar ao Seminário da Boa Nova.
Vindo no sentido Sul-Norte pela A29 deve sair na indicação "Porto (Arrábida)" e "Valadares" para a IC1. Percorre cerca de 2,5 km até à indicação "Valadares Estação". Aí sai, vira à direita e anda cerca de 700 m até chegar ao seminário da Boa Nova.
No primeiro fim-de-semana do mês de Abril (dias 01 e 02) decorrerá o 43.º Encontro Nacional dos LBN no Seminário da Boa Nova em Valadares, e que se integra no plano de Formação para os candidatos dos Leigos Boa Nova. O programa é o seguinte:
Dia 01 – Sábado
09h30 – Acolhimento
10h00 – Oração
10h15 – Quaresma no Mundo
11h30 – Compromisso cristão com o desenvolvimento (em grupos de trabalho)
12h15 – Plenário
13h00 – Almoço
14h30 – O modelo missionário de S. Paulo
17h00 – Lanche
17h30 – O papel da Cooperação Estrangeira no desenvolvimento de Moçambique
20h15 – Jantar
21h15 – Convívio
Dia 02 – Domingo
08h00 – Oração
08h30 – Pequeno-Almoço
09h15 – Arranque 2006. Um olhar sobre os projectos.
10h30 – Definição de tarefas e actividades e sua operacionalização
12h00 – Eucaristia
13h00 – Almoço
É bom que confirmem as presenças!
Um abraço! Sérgio Cabral
Dizemos hoje que a escravatura já foi abolida, mas todos sabemos que ela ainda existe entre nós. Basta, apenas, referir o aprisionamento de mulheres nas teias da prostituição; as crianças, vítimas de exploração, quer sexual, quer de trabalhos muito pesados, principalmente nos países em vias de desenvolvimento.
Mas não é dessa escravatura óbvia que eu quero falar. É de um tipo de escravatura mais subtil, e que se disfarça em oportunidades de sucesso, de prazer, de gozo, de qualidade de vida. Nessa escravatura, o escravizador escraviza o escravizador de si mesmo. Ou seja, tenta pressionar psicologicamente o outro para que se convença do bem que lhe está a oferecer. Ora, o outro aceitando, a responsabilidade é-lhe transferida e torna-se, ao mesmo tempo, escravizador e escravizado. Este escravizará outros sem ter consciência do mal que está a fazer, e deste modo, provocará mais escravizadores.
De facto, este tipo de escravatura é como uma cobra que se dissimula e esconde, um mal difícil de identificar e de provar, que quer fazer-se passar por um bem para, quase sempre, obter lucros, ignorando a integridade e dignidade das pessoas.
Refiro-me, concretamente, ao markting agressivo praticado por tantas empresas, às ondas de moda que anestesiam completamente as pessoas, ao fanatismo político e religioso, etc. Há uma saturação de outdoors, de spots publicitários, de imagem em todos os cantos das nossas cidades. Bancos, seguradoras, empresas de automóveis, de cosméticos, hipermercados, clubes de futebol, marcas de prestígio, igrejas, parecem querer oferecer-nos a felicidade. É caso para perguntar: com tanta oferta e facilidade, por que andamos todos a olhar para baixo? Isto foi o que mais impressionou o Augusto nos três meses que está em Portugal. Olhar para baixo. Veio da província mais pobre de Moçambique, Niassa, e neste país embateu com a tristeza dos lisboetas dentro dos transportes públicos, nas ruas, nos centros comerciais... Porquê?
Não há dúvidas, por isso, que a liberdade e a felicidade não se conquistam com notas, na aquisição de bens materiais, mas descobrem-se quando se chega a uma capacidade interior de receber e dar amor. Só assim se quebra este ciclo esclavagista, elevando-nos para um outro patamar, de onde a perspectiva é bem mais ampla. Daí saberemos ver, ainda que, com alguma dificuldade, os escravizadores-escravizados, mesmo que apareçam camuflados a olhar-nos sorridentes, de gravata, e bem dispostos. E reconhecer-nos tantas vezes como tal nesta ou naquela situação da nossa vida.