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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Ir. João Gonsalves, vítima de assalto à Missão do Chiúre

Da esq. para a dir.: Ir. João, Manuel e Sérgio (Foto tirada em Maio 2001 junto às quedas do rio Lúrio - Chiúre) 

A Sociedade Missionária da Boa Nova em Moçambique está a viver um momento difícil com o recente assalto à Missão Santa Isabel do Chiúre, província de Cabo Delgado. O guarda da Missão acabou assassinado e o Ir. João foi 'catanado' pelos assaltantes. Foi transferido para o hospital central de Maputo e neste momento a sua situação clínica apresenta-se estável. De seguida reproduzimos a notícia do jornalista Pedro Figueiredo da Agência Lusa.

Sentado com os braços engessados e entrapado até aos olhos, João Gonçalves, 78 anos, fala com voz trémula do assalto à missão católica no norte de Moçambique que o atirou, gravemente ferido, para uma cama de hospital em Maputo.
Não vê. Um golpe de catana, desferido por um dos assaltantes, inutilizou-lhe a única vista que ainda tinha e à qual tinha sido recentemente operado em Portugal.
"Nessa noite, o guarda sentiu-os lá em cima no terraço. Foi lá e foi apanhado por um bandido. Não sei se era um ou se eram mais. Foi agarrado e estava lá a lamuriar. Eu não tive coragem de o deixar sozinho e fui acudir, mas não acudi nada", começa por relatar o padre da missão da Boa Nova em Chiúre, na província de Cabo Delgado (norte de Moçambique).
De aspecto frágil e contendo as lágrimas, João Gonçalves prossegue:
"Ainda senti lá o cabo de uma catana no chão, fui a puxar por ela, mas também não via nada, não tinha luz. Deram-me vários golpes, incluindo na cabeça, no olho esquerdo - a vista que eu tinha foi-se embora, não vejo nada - e nos braços. Vá lá que só me ‘catanou’ dos cotovelos para baixo. Os braços para cima estão mais ou menos bons".
Permanece sentado, sempre na mesma posição. Tem o gesso ensanguentado do braço direito apoiado por uma das cortinas da cama, numa das enfermarias do Hospital Central de Maputo.
Ao seu lado, um outro padre dos Missionários da Boa Nova interrompe e segura-lhe o telemóvel junto ao ouvido para falar com um dos três irmãos - "dois homens e uma mulher", como diz - que ainda tem em Portugal.
"Não me lembro de quase nada. Perdi a consciência logo à primeira. Só me lembro de depois me irem lá embrulhar com não sei quê e descerem-me com cordas para a ambulância", descreve, reforçando: "Fui ‘catanado’, mas não me lembro de golpe nenhum".
O padre, natural "do lugar de Santo António, freguesia de Louriçal, Oeste à beira-mar, concelho de Pombal, distrito de Leiria" - como gosta de dizer - acrescenta que o ataque, cujo objectivo era o roubo dos painéis solares da missão, já tinha sido tentado uma outra vez, mas sem consequências.
"Os ladrões andavam lá a perseguir, já há muito tempo, para roubar. Já há duas semanas, não sei. Os cães ladravam e a gente vinha fora e ouvia barulhos. Uma vez até encontrámos uma lanterna que eles deixaram cair", descreve.
"Outra vez estávamos na sala. Estava a chover e ouvimos um barulho muito grande na janela da sala de jantar. Pareceu-me que era uma ave grande, uma coruja ou um mocho, a bater com as asas. Mas nunca cheguei a saber o que foi. Certo é que no outro dia achámos falta de um painel solar que temos em cima de um telhado", prosseguiu.
O padre português só lamenta que os apelos da missão para o reforço da segurança não tenham sido ouvidos.
"A polícia devia guarnecer aquilo. O meu irmão, que ainda agora telefonou, disse que já há muito tempo anda a alertar a polícia, mas eles pouco se incomodam", disse.
Apesar dos trágicos acontecimentos de sexta-feira de madrugada - um dos guardas da missão acabaria por morrer dos ferimentos -, o prelado pretende regressar ao norte de Moçambique, onde está desde o início da década de 1970.
"Não quero voltar para Portugal, lá está muito frio. Antes quero estar aqui no calor", assegura, admitindo que a segurança na missão possa não ser a desejável.
"Não há segurança mesmo. Era preciso que a polícia estivesse em campo, que se impusesse. Era precisa guarnição da polícia. Eles podem lá ir uns dias, mas depois deixam e os ladrões voltam outra vez", considera.
Quanto àqueles que quase lhe tiraram a vida e lhe mudaram para sempre a existência, o padre português só tem uma mensagem: "Digo como Jesus Cristo: ´perdoai-lhes ó Pai porque eles não sabem o que fazem".
publicado por Sérgio Cabral às 17:26
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